Em todo final de ano, vemos o “natal pagão” nas ruas.
Mas, o mundo moderno conseguiu estabelecer esta contradição.
O natal, hodiernamente, é como uma festa de aniversário sem a presença do aniversariante.
Por toda a parte, vê-se o lamentável “papai noel”, figura corrompida, artificial e comercial de São Nicolau[1]. O natal virou sinônimo de consumismo, mera troca de presentes e de “feriado”.
Difícil é ver o presépio.
Na época do nascimento do menino Deus, não havia lugar para Ele nas estalagens e hospedarias (Lc 2,7), por isso nasceu num estábulo. Hoje é parecido, somente em poucos locais temos a presença Dele.
Trocou-se o Verbo encarnado pela verba consumista.
Em vez de se meditar sobre o menino Jesus, medita-se sobre qual presente se vai dar ou receber.
Trocou-se o estábulo onde Cristo nasceu pelo “shopping” onde se farão as compras.
Do menino envolvido em panos, partiu-se para os presentes bem empacotados.
Da manjedoura, para alguma lanchonete onde se vai manjar.
Da missa do galo, para algum programa “natalino” de televisão.
Do dia 25 de dezembro, “santo de guarda”, para mero “feriado” de deleite.
Este é o natal mundano, paganizado.
O natal católico é diferente.
Que façamos como os reis magos, oferecendo os seguintes presentes ao menino Deus:
Um amor a Ele que reluza e valha mais que o ouro que o representa.
Muitas orações que subam mais alto que o incenso que as simboliza.
E mortificações mais verdadeiras que a mirra que as representa.[2]
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Leia também artigo de nosso colaborador Marcelo Andrade, publicado em 2002: Credo de Natal
[1] Ver: http://www.montfort.org.br/roubo-de-identidade/
[2] Paralelo feito por São Luís de Monfort.